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ENTREVISTA CAROLINA DESLANDES

RÁDIO 105 FM

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Carolina Deslandes é uma das maiores artistas da actual geração de cantores e compositores portugueses. Com  milhões de visualizações no YouTube tem trilhado um percurso meteórico desde a sua estreia, afirmando-se como uma das maiores referências não apenas no universo digital mas na música nacional contemporânea.

Em 2018 Carolina Deslandes abraçou uma nova etapa na sua carreira, na qual será acompanhada pela Sons em Trânsito no management e agenciamento, e numa altura em lançou o seu segundo disco, pela Universal Music Portugal.

Em 2017, editou “A Vida Toda”, o tocante primeiro single do novo disco, que se tornou num tema intemporal e que soma já mais de 5 milhões de visualizações no YouTube.

O vídeo de “A Vida Toda” foi um dos mais vistos no ano passado em Portugal, tendo alcançado o galardão de ouro por vendas superiores a 5000 unidades. Além de ter atingido 1 milhão de streams no Spotify e de ter ultrapassado as 7 milhões de visualizações no YouTube, a canção, lançada há cerca de um ano, tem permanecido consecutivamente no top 5 do iTunes.

O seu mais recente single, “Avião de Papel” (letra e música de Carolina Deslandes), conta com a participação de Rui Veloso e voou diretamente para os tops de venda e streaming nacionais, prometendo seguir o sucesso do seu antecessor.

Com apenas 26 anos, Carolina participou em 2010 no programa “Ídolos” onde conquistou o público português. Em 2012, editou “Não É Verdade”, que somou 3,5 milhões de visualizações, seria o primeiro single a chegar às maiores rádios nacionais.

Em 2014, edita “Blossom”, o álbum de estreia, e “Mountains”, o dueto com Agir, que contabiliza até hoje mais de 11 milhões de visualizações.

Em 2016 anuncia uma pausa na música para se dedicar à maternidade mas o following nas redes sociais não parou de crescer, com 70 mil subscritores no YouTube, 245 mil seguidores no Instagram, mais de 150 mil no Facebook e um blogue pessoal – “A Vida Toda”, onde publica regularmente. 2018 é o ano do muito aguardado regresso à música de Carolina Deslandes.

Carolina Deslandes
Novo álbum “Casa” editado a 20 de abril Chama-se “Casa”, o segundo álbum de Carolina Deslandes, a sua estreia pela Universal Music Portugal. Produzido por Diogo Clemente, “Casa” inclui os já conhecidos e muito bem-sucedidos singles “A Vida Toda” e “Avião de Papel” (feat. Rui Veloso), ambos no top das canções mais tocadas nas rádios nacionais e cujas visualizações dos vídeos no Youtube ultrapassam, em conjunto, os 9 milhões.

“Casa” tem 15 temas e, além de Rui Veloso, conta ainda com as participações especiais de António Zambujo e Maro. Carolina Deslandes descreve o seu novo álbum como “Uma conversa. Uma conversa onde são contados segredos, onde são partilhadas histórias, onde se canta a vida como ela é. Sejam bem-vindos à minha alma, sejam bem-vindos à minha casa”.

“Casa” será um dos pontos altos no alinhamento dos concertos de Carolina Deslandes.

Na nova digressão que está a ser desenhada destacam-se os já anunciados concertos no Rock in Rio e no Meo Marés Vivas.
12/5: Semana da Ascensão, Chamusca
20/5: Festival do Arroz Carolino, Benavente
30/5: Auditório Municipal de Albufeira, Albufeira
8/6: Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
23/6: Rock in Rio, Lisboa
30/6: Festival Vila, Lousada
21/7: Meo Marés Vivas, Vila Nova de Gaia

Aníbal Pires

A INTIMIDAÇÃO E AS AMEAÇAS VELADAS NÃO AMEDRONTAM OS DOCENTES

RÁDIO 105 FM

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Bem que gostaria de lhe trazer um outro assunto neste primeiro sábado de Julho, mas não ficaria bem comigo mesmo se não partilhasse consigo uma reflexão, sobre a qual já escrevi no meu blogue, sobre um tema que domina a atualidade política regional e nacional e que é um assunto que preocupa, ou devia preocupar, todos os cidadãos.

Sim, trata-se da greve dos educadores e professores, mas trata-se também do incumprimento da Lei, de honrar compromissos, de cumprir recomendações e, da inaceitável intimidação, coação e das ameaças veladas que estão a ser exercidas pelo Governo da República e, em particular pelo Governo Regional dos Açores, por via da Secretaria e da Direção Regional da Educação.

A tutela regional da educação através de ofícios e outras formas de comunicação, quer impor aos docentes um conjunto de ilegalidades e fazer tábua rasa do direito constitucional à greve. Não vai conseguir, os docentes já perderam o medo e o respeito pela tutela, aliás basta ver o número de Conselhos de Turma adiados após várias tentativas de intimidação e ameaça de procedimentos disciplinares para se constatar isso mesmo.

O art.º 19 da Lei do Orçamento de Estado para 2018 é claro quanto à consagração da recuperação integral do tempo de serviço congelado aos docentes para efeitos de reposicionamento na carreira. O mesmo artigo remete, cumprindo o determinado na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, para a negociação do prazo e do modo da sua concretização. O Governo do PS de António Costa recusa-se a cumprir a Lei do Orçamento de Estado ao propor aos Sindicatos representativos dos docentes a recuperação de apenas cerca de 3 anos. Este é já um governo fora da lei.

Quanto ao compromisso assumido numa declaração assinada com os Sindicatos dos docentes, ainda antes da aprovação do Orçamento de Estado de 2018, o Governo do PS demonstrou que não tem palavra, nem honra, simplesmente faz letra morta do que subscreveu, nada que me espante,pois, conhecendo o modus operandi do PS estranho seria que honrasse o compromisso.

Quanto à Resolução 1/2018, proposta ainda em 2017, pelos “Verdes” na Assembleia da República, e aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, dos “Verdes, do BE e do PAN, Não o PSD e o CDS/PP não votaram favoravelmente, aliás como não votaram favoravelmente o Orçamento de Estado para 2018, mas como dizia a Resolução 1/2018 recomendava ao Governo a recuperação integral do tempo de serviço congelado, também desta Resolução da Assembleia da República o Governo do PS de António Costa está a fazer letra morta.

Estes factos são importantes para se perceber quem deve ser responsabilizado politicamente pelos incómodos causados pela greve dos educadores e professores. Julgo que é claro que o Governo do PS de António Costa é o culpado, aliás é bom que se diga que os Sindicatos representativos dos docentes, em boa fé, propuseram um prazo suficientemente dilatado para que os impactos nas finanças públicas se diluíssem ao longo de vários anos. Eu cá por mim não lhes daria tanto tempo pois, quando se trata de injetar dinheiro público na banca privada não faltam milhares de milhões de euros.Mas tudo bem, respeito a boa vontade negocial dos Sindicatos.

Face à adesão dos docentes à greve às avaliações que está a decorrer e à dimensão dos seus efeitos os Governos, com exceção do Governo Regional da Madeira, ao invés de se sentarem à mesa negocial cumprindo a lei do Orçamento de Estado para 2018 optaram pela coação e pela intimidação aos docentes tentando subverter o quadro legal que regula o funcionamento dos Conselhos de Turma, ou seja, uma vez mais estão a atuar fora da lei.

Nos Açores a pressão sobre os Conselhos Executivos e sobre os docentes, com ameaça de procedimentos disciplinares seria para rir, senão fosse tão grave, mas os docentes não se deixaram intimidar e mantêm-se unidos e cada vez mais fortes nesta luta pelo cumprimento estrito da legalidade.

Ainda quanto aos Açores não posso deixar de lamentar, uma vez mais, a inépcia do Governo Regional ao recusar-se a abrir um processo autónomo de negociação com os Sindicatos cumprindo, assim, o que a Lei do Orçamento de Estado consagra.

Estas opções têm custos políticos e eleitorais e as eleições na República são já em 2019 e as eleições nos Açores em 2020.

A memória dos cidadãos é curta, mas no que diz respeito aos docentes, desta vez, talvez não seja bem assim.
Fique bem.

Eu voltarei, assim o espero, no próximo sábado

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 07 de Julho de 2018

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Pedro Gomes

EM NOME DA LIBERDADE

Pedro Gomes

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A obra de Alexis de Tocqueville (1805-1859) é essencial para a compreensão do fenómeno democrático e útil para percebermos os Estados Unidos da América e o seu sistema democrático.

Tocqueville soube contrapor ao determinismo político e ao fatalismo os ideais de liberdade, de autonomia individual e de livre escolha.

A América construi-se com base nestes fundamentos, rejeitando a colonização inglesa e aceitando de braços abertos homens e mulheres vindos de todo o mundo, à procura do sonho americano, forjado no mito da fronteira.
Qualquer um, independentemente das suas origens socias, pode aspirar a desempenhar os mais importantes cargos ou funções na vida empresarial ou na sociedade americana.

É pela liberdade que as sociedades democráticas se afirmam. Como escreveu Tocqueville, “quem procura na liberdade outra coisa diferente dela mesma, é porque está feito para servir“.

Convoco Tocquivelle para falar de Therese Patricia Okoumou.

O nome desta mulher de 44 anos, natural da República Democrática do Congo não dirá nada à maioria das pessoas.
No dia 4 de Julho, data em que os Estados Unidos da América celebram a independência, Therese subiu à Estátua da Liberdade em protesto contra a nova política da Administração Trump que permite a separação de famílias de imigrantes nas fronteiras norte-americanas.

Aos pés da icónica escultura, como quem implora liberdade, esta mulher fez ouvir a voz silenciosa do seu gesto, pedindo ao Presidente Donald Trump uma alteração das últimas medidas que tornam cada vez mais difícil a entrada de imigrantes nos Estados Unidos, tornando este país numa fortaleza.

A Estátua da Liberdade, símbolo de acolhimento americano a milhões de imigrantes aos longo dos anos – incluindo milhares de açorianos que escolheram a América para começarem uma nova vida – transformou-se na testemunha silenciosa dum gesto que obriga a uma reflexão sobre a dureza das novas políticas americanas de controlo da imigração, muito para além daquilo que seria necessário ou desejável.

A liberdade só é mesmo liberdade se permitir que todos sejamos iguais em direitos e dignidade.

Pedro Gomes
6JUL2018 – 105 FM

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António Lima

ACESSO DA POPULAÇÃO SURDA AOS SERVIÇOS PÚBLICOS NOS AÇORES

António Lima

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Todos os serviços públicos têm deveres para com os utentes que passam, entre outros, pela qualidade, pela proteção da confiança, pela responsabilidade e pela comunicação eficaz e transparente. Infelizmente, muitos desses deveres ficam por cumprir em muitos serviços e para muitas populações. São muitas as barreiras com que as pessoas se deparam no acesso aos serviços públicos.

Para algumas populações, essas barreiras são demasiados altas, tão altas que o acesso a vários serviços é muito condicionado. É o caso da população Surda.

O dever dos serviços públicos em proporcionar formas de comunicação eficaz e transparente não é cumprido na administração pública na Região Autónoma dos Açores. Uma pessoa Surda – a pessoa que se expressa em Língua Gestual Portuguesa (LGP) e que se considera cultural e linguisticamente Surda – ao deslocar-se a um qualquer serviço público, por exemplo a um posto de atendimento da RIAC ou a um centro de saúde ou hospital, não tem uma forma de comunicar eficazmente com os funcionários que a atendem.

Não fosse o trabalho meritório das associações de Surdos e a comunidade Surda não poderia comunicar quando se dirige a um hospital, com todos os problemas que daí podem resultar. Isto acontece porque não são disponibilizados mecanismos, como intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP), que permitam a comunicação entre utentes Surdos e funcionários.

Mas e onde não existem associações? E quando os intérpretes não estão disponíveis para acompanhar as pessoas Surdas?

Para acabar com esta discriminação exige-se que a Região, nos serviços da sua responsabilidade, crie mecanismos que permitam eliminar as barreiras que limitam o acesso da pessoa Surda aos serviços públicos. O Governo Regional veio anunciar um serviço de videochamada para a Proteção Civil, no seguimento de uma proposta do BE para a disponibilização de intérpretes de LGP nos serviços públicos, com especial incidência para os serviços de saúde. A medida anunciada pelo Governo Regional, para além de ser pouco ambiciosa e restrita ao serviço de Proteção Civil, já tinha sido anunciada, com algumas diferenças, em… julho de 2017!

Note-se ainda que, na área da saúde, no Hospital de Ponta Delgada, existe uma bolsa de intérpretes de LGP, que nunca funcionou. Nos restantes hospitais e centros de saúde da região não existem nem sequer bolsas virtuais de intérpretes, como em Ponta Delgada, quanto mais bolsas de intérpretes que funcionem!

Espero, no entanto, que, apesar de tudo, este anúncio repescado do ano passado, seja um sinal de que o Governo Regional quer finalmente remover esta restrição discriminatória no acesso da pessoa Surda aos serviços públicos da responsabilidade da administração regional e que não seja apenas a apresentação de qualquer coisa para tudo ficar na mesma.

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