Connect with us

Pedro Neves

TOURADAS À CORDA – PATRIMÓNIO IMATERIAL DA BARBARIDADE

Pedro Neves

Published

on

[zoomsounds_player source=”http://www.podcast105fm.com/2017/13112017PEDRONEVES.mp3″ config=”skinwavewithcomments” playerid=”3247″ waveformbg=”https://lh3.googleusercontent.com/OCkCqtmYpqevOPlhNY4R8oy37CmypYXtsM6CdwstJp-2X8y4O_MdmnOOyTZ2dODVq7sfxLqoRG2H-fGJ8GAwYDp7jtiyyesUiMjIZA4czV7dDqnaw0qhpkRBpfSmqW_uOkQtGvhJUn9nYAK2MQwQ_PtCfl4uHgb1cae5n7qNC8DjRgVorBBr_gZVLg0IZFXbLW0UTp-8KsqrZSyGHAgxbh7Q40-CKFvBKxZ7KblCTfwsEun4LElkYFe5ZPZOsn1EBrxsbXrSyAZVmm0VX7UXRnEQR-5YTIzZ6ttugwYonTFNwmiGxOCsg5RyYpwTNWMLE1v2fBUsBgSStiLrnwQqrK4VAfV-irLXdfXsy6ZG174u0uPdjGJq3qw3PcJUHatmxZDC5PbSrxTHR-K6OqTOV7bM641t40ZVNZfZmjOTzzL-eDWkKCUu5q5VBm254sJ4FK63bP5QbxOQem6nPadxEayRSKfyF4z4HUnoqsR1giPk8eWI63LcgGOZeSWGVw0T27N_Ugwz37Twr5Ilyk7q66elCiyOxK7IUuiur6-QYi0=w1170-h140-no” waveformprog=”https://lh3.googleusercontent.com/3ZCeepH9HAhs1ojwrMVKRW4poGaqPSbeczAAs8XjBl8E4zh0vSzXY4ou7KtRXUoMDff70qz8vEa5YLwq_4kp4ufRHcTK8_7lbs5Ux4jTETAkhluI75nUweiBYztNkwtxRggzTLnu2kdyVn3lubZGDbe4-pxyvBtz2tWauKs9fw7wiMCcrkFz5BFi_X1q7ViGA205qTfuTLjltWzom09Xm8vgt5EsTHyInFoMAeSobImMrG5j67VTgrX_9vYDNu3RE_TbISRY9c7wdEXOplQZXJDHH3c86rdVaoclhGAbli3mHJ92iZmGrZM1JH0glyj-ymSSq8RU1Tw2Slb1QFYEwzJpr_wOR9BqqccLAf-yLawNG5TqTQLhrYekNfPaWEtUrcYvHMDeg2R_x7zZg0Q_FI4qvUjBrTu8ClZIf_fml4mer7KEl3uhNEDNr7pe9suucRGO_f_whT8bqjFsRCvh9obFhvj0Suvc-SNFTeLavV6EwIqFVYdHCwyedHxdmOGTsruvXw3CRqon0UFb2jqR2GO6ZUSQ9k9emXdGCZAVzqY=w1170-h140-no” thumb=”http://radio.105fm.pt/wp/wp-content/uploads/2017/10/pedro-neves.jpg” autoplay=”off” cue=”on” enable_likes=”off” enable_views=”off” songname=”TOURADAS À CORDA – PATRIMÓNIO IMATERIAL DA BARBARIDADE” artistname=”PEDRO NEVES”]

 

O património intangível, consagrado na Convenção para a salvaguarda do Património Imaterial de 2003 diz respeito a práticas, representações, expressões, conhecimentos e competências – bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, grupos e, eventualmente, indivíduos reconhecem como fazendo parte do seu património cultural.

Na esteira da Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural de 1972, da Declaração Universal da UNESCO para a Diversidade Cultural de 2001, entre outras, surge a referida Convenção, que vem vincar um factor fundamental: a comunidade, os indivíduos e grupos executores, portadores e transmissores de expressões culturais imateriais de forma geracional.

Em 1992 as diretrizes operativas já haviam adoptado o novo conceito de Paisagem Cultural, que reflete a integração da comunidade, estabelecendo uma relação intima entre a população e a envolvente natural, através das associações espirituais, religiosas e manifestações artísticas de cada comunidade e de cada lugar. A definição do Espírito do Lugar, consignada na Declaração de Quebec de 2008 é, na sua essência, antropológica e recalca a necessidade de transmissão geracional de tradições, usos, costumes e saberes. É este espírito que confere ao património a sua dimensão mais rica e viva, tal como referido no ponto 1 da Declaração, dando especial relevância ao intangível como elemento de consideração em qualquer legislação referente a património cultural.

Esta integração da Comunidade, no âmbito do PCI e na gestão de sítios históricos foi amplamente reconhecida em 2007, como o 5º elemento dos 4 já contemplados em 2002, adoptados pelo Comité na Declaração de Budapeste sobre o Património Mundial, sabendo Credibilidade, Conservação, Capacidades e Comunicação.

No artigo 2º da Convenção (Definições) podemos salientar a seguinte passagem: “… Para efeitos da presente Convenção, só será tomado em consideração o património cultural imaterial que seja compatível com os instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos existentes, bem como com a exigência do respeito mútuo entre comunidades, grupos e indivíduos, e de um desenvolvimento sustentável.”

Ora, exposto o anterior não consigo enquadrar a tourada à corda neste domínio. Quando se insere uma manifestação na Lista Representativa estamos a “mundializar” uma prática, o Fado, Património da Humanidade, já não é só nosso, dos portugueses, mas sim de todo o mundo, mas continua a representar-nos a nós e a uma parcela da nossa diversidade cultural e da nossa identidade coletiva.

Perante as características desumanas da prática da tourada à corda, que não respeita os direitos básicos humanos e por inerência, os não humanos fundamentais, contemplados na Convenção, não consigo vislumbrar enquadramento para incluir uma prática com a qual apenas uma pequena parcela da comunidade se identifica e deseja ver reconhecida, funcionando como um lobby que se opõe a uma certa evolução das mentalidades e em nada abona a favor de um desenvolvimento sustentável.

Na ilha Terceira toda a comunidade identifica esta prática como autêntica, original e identitária? E na restante Região Autónoma dos Açores e território nacional? E a Humanidade, quer ver a Tourada à Corda como uma prática identitária, tal como pretende a Associação de Mordomos das Festas Tradicionais da ilha Terceira?

Para quem se protege uma prática e para quê? Quem são os beneficiados desta integração na Lista Representativa?
São questões que devem ser colocadas e que qualquer gestor de património deve considerar.

A tourada à corda é uma prática cultural? Ou será apenas um entretenimento bárbaro que envolve violência física e psíquica? Será que já pensaram por uma vez que não é um motivo de orgulho para todos nós?

Qual será o passo seguinte? Sepultar um toureiro no Panteão Nacional?

Pedro Neves

NUM ESTACIONAMENTO PERTO DE SI

Pedro Neves

Published

on

[zoomsounds_player source=”http://www.podcast105fm.com/2017/25junho2018PEDRONEVES.mp3″ config=”skinwavewithcomments” playerid=”3247″ waveformbg=”https://lh3.googleusercontent.com/OCkCqtmYpqevOPlhNY4R8oy37CmypYXtsM6CdwstJp-2X8y4O_MdmnOOyTZ2dODVq7sfxLqoRG2H-fGJ8GAwYDp7jtiyyesUiMjIZA4czV7dDqnaw0qhpkRBpfSmqW_uOkQtGvhJUn9nYAK2MQwQ_PtCfl4uHgb1cae5n7qNC8DjRgVorBBr_gZVLg0IZFXbLW0UTp-8KsqrZSyGHAgxbh7Q40-CKFvBKxZ7KblCTfwsEun4LElkYFe5ZPZOsn1EBrxsbXrSyAZVmm0VX7UXRnEQR-5YTIzZ6ttugwYonTFNwmiGxOCsg5RyYpwTNWMLE1v2fBUsBgSStiLrnwQqrK4VAfV-irLXdfXsy6ZG174u0uPdjGJq3qw3PcJUHatmxZDC5PbSrxTHR-K6OqTOV7bM641t40ZVNZfZmjOTzzL-eDWkKCUu5q5VBm254sJ4FK63bP5QbxOQem6nPadxEayRSKfyF4z4HUnoqsR1giPk8eWI63LcgGOZeSWGVw0T27N_Ugwz37Twr5Ilyk7q66elCiyOxK7IUuiur6-QYi0=w1170-h140-no” waveformprog=”https://lh3.googleusercontent.com/3ZCeepH9HAhs1ojwrMVKRW4poGaqPSbeczAAs8XjBl8E4zh0vSzXY4ou7KtRXUoMDff70qz8vEa5YLwq_4kp4ufRHcTK8_7lbs5Ux4jTETAkhluI75nUweiBYztNkwtxRggzTLnu2kdyVn3lubZGDbe4-pxyvBtz2tWauKs9fw7wiMCcrkFz5BFi_X1q7ViGA205qTfuTLjltWzom09Xm8vgt5EsTHyInFoMAeSobImMrG5j67VTgrX_9vYDNu3RE_TbISRY9c7wdEXOplQZXJDHH3c86rdVaoclhGAbli3mHJ92iZmGrZM1JH0glyj-ymSSq8RU1Tw2Slb1QFYEwzJpr_wOR9BqqccLAf-yLawNG5TqTQLhrYekNfPaWEtUrcYvHMDeg2R_x7zZg0Q_FI4qvUjBrTu8ClZIf_fml4mer7KEl3uhNEDNr7pe9suucRGO_f_whT8bqjFsRCvh9obFhvj0Suvc-SNFTeLavV6EwIqFVYdHCwyedHxdmOGTsruvXw3CRqon0UFb2jqR2GO6ZUSQ9k9emXdGCZAVzqY=w1170-h140-no” thumb=”http://radio.105fm.pt/wp/wp-content/uploads/2017/10/pedro-neves.jpg” autoplay=”off” cue=”on” enable_likes=”off” enable_views=”off” songname=”NUM ESTACIONAMENTO PERTO DE SI” artistname=”PEDRO NEVES”]

 

Chegou o Verão. O Sol atinge o seu apogeu, a maior declinação em latitude e …lá está mais um solstício de Verão.O tempo está óptimo, sol, calor, o cheiro antecipado das férias, a entrega ao ócio e ao descanso!

Mas na verdade as férias ainda não estão à porta! Para quem tem de se deslocar a Ponta Delgada para trabalhar, esta afirmação é por demais evidente. A manhã corre lindamente até chegarmos ao centro da dita SmartCity, com trânsito fluido, o sol a brilhar, o céu está azul, a ilha em tons de verde é maravilhosa… é  tão bom viver em São Miguel!

Mas num ápice, algo muda e a realidade bate-nos como um estalo na cara. O trânsito começa a aumentar, os condutores ao nosso lado parece que se transformam em condutores de rallies descontrolados, nervosos, ansiosos…a fazerem ultrapassagens perigosas sem pisca apitando ao mínimo obstáculo encontrado. Apercebemo-nos que estamos a entrar na cidade de Ponta Delgada. O desafio para estacionarmos o carro para irmos trabalhar, no Verão, é uma tarefa hercúlea. Não era assim há dois anos atrás, afirmo com conhecimento de causa. Mas agora, não se encontra lugar facilmente.

Claro que existem alguns lugares a pagar, mas para todos os dias, de certo que a carteira não aguenta. Os estacionamentos estão entupidos de carros de empresas de aluguer e, obviamente por outros carros, desde turistas a moradores.

Cada pessoa tem um carro, e cada pessoa que trabalha em Ponta Delgada ou a visita precisa de um lugar para estacionar. Certíssimo!

Mas agora pergunto, e os meios de transporte públicos? Não podiam a maior parte destas pessoas, incluindo eu, vir de transportes públicos trabalhar? A resposta é sim, podiam se os houvesse!!Eu sei que eles existem…tal como os pirilampos. Sabemos que os há, mas é complicado encontra-los quando desejamos.

Não existe em São Miguel uma rede de transportes adaptada às necessidades dos habitantes e dos seus turistas. Mas porquê, pergunto eu? Não dá dinheiro? Não temos mais do que suficientes clientes? Não temos mais de suficientes reclamações e exigências para se criar uma rede eficiente e fiável?

Então o que falta? O que falta para darmos condições aos turistas para usufruírem da ilha e da cidade de Ponta Delgada de uma maneira relaxada e simples? O que falta para nos livrarmos da imensa carga para o ambiente que, é o excesso de viaturas e consequentemente o excesso de produção de CO2 que envenena o nosso ar de natureza. O que falta para desentupirmos as ruas e passeios de Ponta Delgada para todos conseguirem andar nos passeios, um direito dos peões, que é constantemente negado. Já experimentaram andar com um carrinho de bebé, nos passeios na cidade? E para as pessoas com mobilidade reduzida?

Apresentámos no nosso programa eleitoral em 2017, para o concelho de Ponta Delgada, mais de 27 medidas para solucionar o problema sobre a mobilidade e acessibilidade. Muitos outros partidos também o fizeram. Quase um ano depois e nenhuma medida foi implementada, mas o marasmo persiste e insiste.

A mobilidade universal dos cidadãos em meio urbano é um direito e um factor de combate às desigualdades. Para ser sustentável, este combate deve proporcionar níveis adequados de mobilidade no presente sem comprometer as condições de mobilidade das futuras gerações. Mas com a inacção aflitiva pela Câmara Municipal, não há geração que resista a uma mobilidade precária e obsoleta.E você, já arranjou lugar hoje?

Continue Reading

Pedro Neves

AÇORES NESTE PORTUGAL DOS PEQUENINOS

Pedro Neves

Published

on

[zoomsounds_player source=”http://www.podcast105fm.com/2017/0011JUNHO2018PEDRONEVES.mp3″ config=”skinwavewithcomments” playerid=”3247″ waveformbg=”https://lh3.googleusercontent.com/OCkCqtmYpqevOPlhNY4R8oy37CmypYXtsM6CdwstJp-2X8y4O_MdmnOOyTZ2dODVq7sfxLqoRG2H-fGJ8GAwYDp7jtiyyesUiMjIZA4czV7dDqnaw0qhpkRBpfSmqW_uOkQtGvhJUn9nYAK2MQwQ_PtCfl4uHgb1cae5n7qNC8DjRgVorBBr_gZVLg0IZFXbLW0UTp-8KsqrZSyGHAgxbh7Q40-CKFvBKxZ7KblCTfwsEun4LElkYFe5ZPZOsn1EBrxsbXrSyAZVmm0VX7UXRnEQR-5YTIzZ6ttugwYonTFNwmiGxOCsg5RyYpwTNWMLE1v2fBUsBgSStiLrnwQqrK4VAfV-irLXdfXsy6ZG174u0uPdjGJq3qw3PcJUHatmxZDC5PbSrxTHR-K6OqTOV7bM641t40ZVNZfZmjOTzzL-eDWkKCUu5q5VBm254sJ4FK63bP5QbxOQem6nPadxEayRSKfyF4z4HUnoqsR1giPk8eWI63LcgGOZeSWGVw0T27N_Ugwz37Twr5Ilyk7q66elCiyOxK7IUuiur6-QYi0=w1170-h140-no” waveformprog=”https://lh3.googleusercontent.com/3ZCeepH9HAhs1ojwrMVKRW4poGaqPSbeczAAs8XjBl8E4zh0vSzXY4ou7KtRXUoMDff70qz8vEa5YLwq_4kp4ufRHcTK8_7lbs5Ux4jTETAkhluI75nUweiBYztNkwtxRggzTLnu2kdyVn3lubZGDbe4-pxyvBtz2tWauKs9fw7wiMCcrkFz5BFi_X1q7ViGA205qTfuTLjltWzom09Xm8vgt5EsTHyInFoMAeSobImMrG5j67VTgrX_9vYDNu3RE_TbISRY9c7wdEXOplQZXJDHH3c86rdVaoclhGAbli3mHJ92iZmGrZM1JH0glyj-ymSSq8RU1Tw2Slb1QFYEwzJpr_wOR9BqqccLAf-yLawNG5TqTQLhrYekNfPaWEtUrcYvHMDeg2R_x7zZg0Q_FI4qvUjBrTu8ClZIf_fml4mer7KEl3uhNEDNr7pe9suucRGO_f_whT8bqjFsRCvh9obFhvj0Suvc-SNFTeLavV6EwIqFVYdHCwyedHxdmOGTsruvXw3CRqon0UFb2jqR2GO6ZUSQ9k9emXdGCZAVzqY=w1170-h140-no” thumb=”http://radio.105fm.pt/wp/wp-content/uploads/2017/10/pedro-neves.jpg” autoplay=”off” cue=”on” enable_likes=”off” enable_views=”off” songname=”AÇORES NESTE PORTUGAL DOS PEQUENINOS” artistname=”PEDRO NEVES”]

 

No dia de Portugal, o Presidente da República, nas terras mais ultraperiféricas do território português, usou e abusou da palavra autonomia no seu discurso. Afirmou que a condição autonómica garante riqueza ao país, não tolerando qualquer tipo de discriminação no estatuto dos Açores neste Portugal dos pequeninos.

Marcelo Rebelo de Sousa, sagaz e astuto nas palavras e na sua repetição, usa a palavra autonomia para provocar um orgulho desmesurado neste povo que encheu o seu coração com frases feitas, sem receber ideias transitórias ou transversais no que fazer com este código estatutário , nem soluções de médio ou a longo prazo num território que necessita de medidas urgentes para que a discriminação não seja sentida como nós a sentimos.

Como podemos ter orgulho dessa palavra se nem somos capazes de ser auto-suficientes quanto mais autónomos? Não existe uma política de alternativa,uma política de alternância e descentralizada do poder governamental para com as pessoas. Continuamos a insistir no erro em que se aposta e se recheia uma indústria de cada vez, sem a diversificação de inúmeras alternativas que possam conceder uma balança comercial mais justa e adequada à nossa insularidade.

Quem já foi forçado a desistir de um sonho e fechou as portas com acidez na boca, cheio de dívidas, sem forma de subsistir e com uma linha de crédito como único apoio para pagar aquilo que já não têm, apenas porque não escolheu a monocultura que é a aposta deste governo?

Andamos nós a apregoar sobre a imagem da marca dos Açores como algo sustentável em torno do que é natural e ambiental, mas na realidade fechamos os apoios às ideias que nos daria credibilidade aos nossos produtos, que daria excelência no posicionamento do mercado, que dar-nos-ia uma almofada mais confortável quando uma indústria definhasse, como a indústria conserveira ou os serviços em redor da presença militar norte-americana?

As pessoas querem mudar, querem reinventar-se, mas a teimosia do governo em continuar a usar políticas obsoletas que ficam estagnadas no tempo, demonstra que não sabe acompanhar as vontades de uma sociedade sedenta pela mudança, vontades para sobreviver num mercado cada vez mais capitalista e globalista, num mercado que não faz prisioneiros.

Não damos oportunidade a quem exige uma reconversão na sua actividade, a quem tem uma visão mais alargada do que será a auto-suficiência da nossa terra e por consequência, a sua Autonomia, que abrange vários sectores económicos ( e não apenas um ), para não ficarmos à mercê do paternalismo do Presidente da República e das suas palavras eloquentes mas desprovidas de soluções no sustento económico dos açorianos, reféns de uma benevolência continental que, ou tarda chegar, ou quando chega é pedido em troca a perca de mais um pedaço da autonomia que tanto nos orgulha.

Nem os independentistas, aquando o discurso do Presidente, puderam estender a bandeira deste território sem ficarem retidos na esquadra como criminosos se tratassem.

O que temos meus caros, nem é soberania nem autonomia, é um faz de conta para um governo regional, que nos limita, brincar às regiões autónomas neste Portugal dos pequeninos.

Continue Reading

Pedro Neves

MOBILIDADE E MALABARISMO

Pedro Neves

Published

on

[zoomsounds_player source=”http://www.podcast105fm.com/2017/0004JUNHO2018PEDRONEVES.mp3″ config=”skinwavewithcomments” playerid=”3247″ waveformbg=”https://lh3.googleusercontent.com/OCkCqtmYpqevOPlhNY4R8oy37CmypYXtsM6CdwstJp-2X8y4O_MdmnOOyTZ2dODVq7sfxLqoRG2H-fGJ8GAwYDp7jtiyyesUiMjIZA4czV7dDqnaw0qhpkRBpfSmqW_uOkQtGvhJUn9nYAK2MQwQ_PtCfl4uHgb1cae5n7qNC8DjRgVorBBr_gZVLg0IZFXbLW0UTp-8KsqrZSyGHAgxbh7Q40-CKFvBKxZ7KblCTfwsEun4LElkYFe5ZPZOsn1EBrxsbXrSyAZVmm0VX7UXRnEQR-5YTIzZ6ttugwYonTFNwmiGxOCsg5RyYpwTNWMLE1v2fBUsBgSStiLrnwQqrK4VAfV-irLXdfXsy6ZG174u0uPdjGJq3qw3PcJUHatmxZDC5PbSrxTHR-K6OqTOV7bM641t40ZVNZfZmjOTzzL-eDWkKCUu5q5VBm254sJ4FK63bP5QbxOQem6nPadxEayRSKfyF4z4HUnoqsR1giPk8eWI63LcgGOZeSWGVw0T27N_Ugwz37Twr5Ilyk7q66elCiyOxK7IUuiur6-QYi0=w1170-h140-no” waveformprog=”https://lh3.googleusercontent.com/3ZCeepH9HAhs1ojwrMVKRW4poGaqPSbeczAAs8XjBl8E4zh0vSzXY4ou7KtRXUoMDff70qz8vEa5YLwq_4kp4ufRHcTK8_7lbs5Ux4jTETAkhluI75nUweiBYztNkwtxRggzTLnu2kdyVn3lubZGDbe4-pxyvBtz2tWauKs9fw7wiMCcrkFz5BFi_X1q7ViGA205qTfuTLjltWzom09Xm8vgt5EsTHyInFoMAeSobImMrG5j67VTgrX_9vYDNu3RE_TbISRY9c7wdEXOplQZXJDHH3c86rdVaoclhGAbli3mHJ92iZmGrZM1JH0glyj-ymSSq8RU1Tw2Slb1QFYEwzJpr_wOR9BqqccLAf-yLawNG5TqTQLhrYekNfPaWEtUrcYvHMDeg2R_x7zZg0Q_FI4qvUjBrTu8ClZIf_fml4mer7KEl3uhNEDNr7pe9suucRGO_f_whT8bqjFsRCvh9obFhvj0Suvc-SNFTeLavV6EwIqFVYdHCwyedHxdmOGTsruvXw3CRqon0UFb2jqR2GO6ZUSQ9k9emXdGCZAVzqY=w1170-h140-no” thumb=”http://radio.105fm.pt/wp/wp-content/uploads/2017/10/pedro-neves.jpg” autoplay=”off” cue=”on” enable_likes=”off” enable_views=”off” songname=”MOBILIDADE E MALABARISMO” artistname=”PEDRO NEVES”]

 

Nas autárquicas, muito se falou sobre a mobilidade, ou a falta dela. Desde redes de transportes pouco robustas, ou mesmo má escolha no seu horário e localização das paragens, passando pelo desejo premente da população em ter outras alternativas para os nossos aeroportos, não existe um política activa para que uma pessoa que não queira ter uma viatura, consiga movimentar-se livremente sem grandes impedimentos, tornando-se num tormento para o utilizador.

Mas hoje venho falar sobre mobilidade sim, mas pedonal. Para algumas pessoas poderão achar que será um apontamento pequeno e fútil, mas para quem está limitado na sua locomoção, este é um assunto sério que foi amplamente discutido por todos os partidos o ano passado, mas nenhuma acção acompanhou uma real concretização. Falo dos passeios e neste caso concreto, nos passeios da cidade onde passo grande parte do meu tempo, a cidade de Ponta Delgada.

Eu dei o nome de passeios para não ferir susceptibilidades, mas devido à largura dos mesmos em quase todas as ruas de Ponta Delgada, mais parecem traves olímpicas, onde fazemos malabarismo com os pés para não cair num fosso chamado asfalto onde passa carros a alta velocidade a 5 centímetros dos nossos braços. Para uma pessoa como eu que calça o 44 de sapato, tenho sempre um dilema de manhã: ou visto uma licra para parecer um ginasta na trave a que alguns chamam de passeio, ou se meto protecções de motociclo para conseguir fazer 200 metros sem uma escoriação na pele.

Felizmente, não tenho mobilidade reduzida, mas como faz uma pessoa de cadeiras de rodas ou um idoso em Ponta Delgada? Torna-se um automobilista usando perigosamente a estrada? De certeza que não é considerado um peão porque não lhe deram o espaço para ser. O concelho de Ponta Delgada prefere não lhe dar nome, da mesma forma que prefere não pensar no assunto sobre como estas pessoas vão do ponto A ao ponto B no coração da cidade. Um ano depois de inúmeras propostas e promessas para concretizar medidas correctivas à situação, o órgão camarário continua a não representar uma minoria cada vez mais alargada.Mas e se aumentarmos a parada e juntarmos as mães e os pais com carrinhos de bebé, que com o mesmo problema das pessoas com mobilidade reduzida, não podem ser utilizadores pedonais, como se fosse uma portagem e não um direito de qualquer cidadão. E para o malfadado turismo inclusivo, que tanto é apregoado? O coração da cidade continua interdita para quem não veste licra.

Continuemos a dar prioridade aos carros e esquecer que temos pernas. Eu, vou continuar a usar a minha licra de ginasta e a esconder as nódoas negras que faço aos retrovisores dos carros que amorosamente deliciam-se à minha passagem.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2017 Rádio 105 FM - Pacheco & Freitas, Lda.