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Rita Bonança

A NOSSA ESCOLA NÃO PODE SER UMA MANTA DE RETALHOS

António Lima

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Estimados ouvintes,

Antes de mais gostaria de referir que sou educadora de infância, que pertenci ao quadro da Escola das Capelas por largos anos e que já podia estar efetiva perto da zona onde moro, só não estou porque, na verdade, reconheço que a comunidade educativa da Escola das Capelas tem um valor incomensurável, por identificar desde o Presidente do Conselho Executivo, que na altura era o Professor Jorge Pinheiro, até às assistentes operacionais e às funcionárias da secretaria qualidades que dignificam qualquer estabelecimento de ensino. A esse respeito, recordo-me do Professor Jorge, aquando a sua saída do Executivo, vir pessoalmente bater à porta de cada professor para se despedir. Este seu gesto ficou-me na memória até hoje. Posso sentir ainda o abraço e o calor humano deste momento. Não me contive e ainda deitei algumas lágrimas de emoção, mal bateu a porta da sala pela última vez.

Mais, a Escola das Capelas era o meu segundo lar. E isso não há dinheiro que pague. Afinal, “foi e será a minha escola do coração”.

Ora, isso tudo para enaltecer a audácia e a ousadia de uma colega de profissão, que é professora na Escola das Capelas, chamada Patrícia Bettencourt, pelo seu artigo intitulado Rosa e Laranja?, que saiu no Diário dos Açores. Um ato heroico, que denuncia a falta de condições do Edifício Novo deste Estabelecimento de Ensino. Na verdade, a Patrícia reclama que nas salas existem janelas que não abrem; que os projetores não funcionam e os computadores estão obsoletos. Na biblioteca, ainda, existem 3 baldes para apanhar a água da chuva que cai nos dias de temporal. E, com toda a pompa e circunstância, num discurso assertivo, descredibiliza as cores dos partidos, porque a ela a política já não lhe diz nada, simplesmente deixou de acreditar em promessas vãs e infundadas. Nas suas palavras subentendemos que existe algum cansaço causado pelas atitudes que desprestigiam toda a classe docente e não docente e, em primeira instância, os alunos que tem o direito de frequentar uma escola com o mínimo de condições.

Este é só um dos exemplos que caracteriza a rebaldaria que se encontra o nosso sistema político e isso tem muito que se lhe diga.

A nossa escola não pode ser uma manta de retalhos, onde se acrescenta aqui e ali, numa tentativa atroz de ser poupado mais uns trocos.

A delonga deste processo causou desconforto, desânimo e desalento nos alunos, professores, funcionários e pais. Todavia, mais uma vez, as nossas preces não foram ouvidas.

A nossa escola não pode ser uma escola reparada, consertada, emendada. Basta! Ninguém merece isso!

Por último, queria mais uma vez agradecer a frontalidade da Patrícia, a sua coragem e a sua voz que, afinal, se tornou a de todos.

Espero, sinceramente, que a Patrícia não venha a ser perseguida, por ter tentado, com a legitimidade que lhe confere, tornar a público a verdade das verdades! Ora, como todos sabemos perseguições há muitas, mas nestas ilhas arquipelágicas todo o cuidado é pouco.

Rita Bonança

MAS NEM TUDO NO NATAL BRILHA!

António Lima

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Caros ouvintes!

Com a chegada do natal, aqui em casa, vive-se uma agitação tremenda com os preparativos para a festa. A vidraça que dá para a rua encontra-se repleta de luzes a piscar. No hall de entrada foi feita a árvore de natal, em tons de verde, branco e prateado.

A casa está ornamentada de fio a pavio. Na mesa de jantar podemos petiscar algumas frutas secas: nozes, passas, avelãs e figos passados… Oficialmente, o “menino já mija” aqui em casa. Para quem nos visita, há ainda à disposição diversos licores para adoçar a boca.

O som das panelas e das batedeiras vindo da cozinha ecoa por toda a casa. É natal, é natal! O cheiro que se sente quase que engorda as nossas papilas gustativas.

Outras tradições não foram esquecidas… Ora, o bolo inglês com a fruta cristalizada, de variadas cores, é uma receita tradicional que não deve faltar neste natal. Geralmente, aqui em casa, é a avó Bela que faz o bolo, pois a receita nunca falha.

A ervilhaca esbranquiçada e o trigo reluzente foi colocado a demolhar, com alguns dias de antecedência, para adornar o presépio e as mesas nesta época.

Na praça costumo comprar o farelo que é tingido de verde, vermelho e amarelo e algumas verduras para enriquecer o presépio.

As meninas, todos os anos, quando desenrolam os bonecos de barro do presépio fazem como uma competição para ver quem encontra primeiro o “cagão”. Os adultos acham graça, imaginem a criançada!

O presépio é feito com a ajuda da pequenada que se delícia com esta azáfama total. Os bonecos de barro, da avó Paula, ainda têm escrito o preço em escudos, com lápis de carvão. Uma recordação impar, é verdade! Há um galo no presépio que é a relíquia na família, tem perto de 75 anos.

Mas nem tudo no natal brilha! O dia das montras, que acontece no dia 8 de dezembro, foi um falhanço total, um repertório pouco atrativo que não cativou quase ninguém à cidade, que noutros tempos encontrava-se repleta de gente, parecendo as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

O melhor da festa é mesmo esperar por ela!

Um santo natal!

Rita Simas Bonança

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Rita Bonança

SÃO ESTAS AS FILHAS QUE SONHEI…

António Lima

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Olá de novo!

Esta semana marcou-me, essencialmente, pelos desabafos da minha filha mais velha, a Margarida. Para quem não sabe tive grávida quatro vezes e sou mãe de duas meninas, uma com oito anos e a outra com onze, ambas prematuras. Na procura de uma família numerosa passei por alguns constrangimentos, razão pela qual o meu médico recomendou-me cautela, porque a probabilidade de ter filhos com problemas era alta. Acomodei-me com a ideia com o passar do tempo… Aliás, não tinha outro remédio…

Porém, aquando os confrontos na Síria e depois de serem virilizadas imagens do menino morto naquela praia não consegui ficar indiferente às cenas que espelhavam o terror, a agonia, o perigo e a angústia. Foram imagens fortes, de uma crueldade atroz.

Recordo-me, vivamente, de ligar para a Concelho Português para os Refugiados e ficar inscrita como família de acolhimento de uma criança órfã, assumindo todas as despesas em relação à sua educação, à alimentação, à estadia e saúde. Afinal, estava em causa uma criança que tinha perdido a sua família em pleno campo de guerra. A dor vivida e sentida por aquelas crianças fez-me ver que por mais pequena que seja a nossa intenção vale sempre a pena tentar… E foi isso que fiz, tentei! O meu compromisso foi até ao fim, contudo passado alguns meses fui informada telefonicamente que Portugal não recebeu nenhuma criança órfã vítima de guerra.

As minhas filhas, é claro, que tomaram também conhecimento deste desfecho. E, no meio de algumas decisões importantes com contornos inadiáveis que assumi, acabei por fazer o meu doutoramento, ficando este assunto esquecido.

Entretanto, passados muitos meses, numa bela tarde de sábado, diz-me, com ar comedido, a Margarida, que só vai ter filhos do coração, cumprindo assim com o meu último desejo de aumentar a família. Palavras para quê… Elas surpreendem-me a cada dia. São estas as filhas que sonhei… Uma bênção eterna com valores que me comovem.

Rita Simas Bonança

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Rita Bonança

AFINAL, ONDE ANDAM OS NOSSOS DIREITOS?

António Lima

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Caros ouvintes da 105 fm,

Fiz um zapping pelos vários canais de televisão e deparei-me com uma notícia que relatava os sucessivos maus tratos por parte do marido à mulher, culminando com a morte desta. A cena fez-me lembrar acontecimentos do século passado.

É claro que não poderia ficar indiferente aos relatos ouvidos, pelo que procurarei, nestas breves linhas, refletir sobre este assunto, como palco de uma das notícias da atualidade. Sobre este tema, inclui-se também o papel da justiça, da saúde e da educação.

Aliás, muito se especula sobre violência doméstica, muito se diz sobre os direitos das vítimas, mas pouco tem sido feito sobre o cumprimento destes mesmos direitos.

O debate sobre este assunto emerge como prioritário, pelo que a aplicação de medidas edificantes surge como crucial, tendo em vista a promoção de ações de campanhas e o devido acompanhamento das vítimas na desconstrução dos medos que subsistem.

Segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), a violência doméstica tem aumentado significativamente em Portugal, quase 2% em 2016 face ao ano anterior, com 27.291 ocorrências registadas, envolvendo 32 mil vítimas, sendo a maioria mulheres, cerca de 79,9%, com 25 ou mais anos de idade. No que se refere aos agressores, verifica-se que são predominantemente homens, representado um total de 26.845.

Face às evidências, contesto o fracasso da educação na promoção de iniciativas/projetos contra a violência doméstica, ainda a pouca atuação da justiça contra o combate a este tipo de crimes e a incapacidade da saúde na detecção precoce de situações de risco.

Afinal, onde andam os nossos direitos?

Uma boa semana a todos e a todas!

Rita Simas Bonança

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